guile's blog

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Após um ano e meio de ter sido fechada pela "tropa de choque do Partido Revolucionário Institucional (PRI)", a rádio Nnandia voltou a funcionar no dia 28 de fevereiro de 2008. Localizada no município indígena mazateco Mazatlán Villa de Flores, Oaxaca, México, a rádio foi concebida em 2002 durante a execução de um projeto comunitário de construção de uma escola de ensino médio indígena. A idéia era ter um veículo onde as/os alunas/os pudessem aplicar sua aprendizagem e difundí-la entre as comunidades. Em 2003 a rádio já estava no ar, e as comunidades logo começaram a lhe conferir novos usos, como enviar recados e pedir músicas.

Este ano a Flor de Tefé aconteceu durante a Assembléia da Associação Cultural dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (ACPIMSA), realizada nos dias 14 e 15 de novembro de 2007. Estiveram presentes na Assembléia 178 pessoas, entre as quais 15 tuxauas das etnias ticuna, kambeba, miranha, kokama e mayuruna. Estavam ainda as organizações indígenas OPIMSA, UNI-Tefé, OPIMIMSA e AEPIMSA; a FUNAI, FUNASA, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), SEDUC, SEMED, CIMI, CMI-Tefé e rádio Xibé.

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Ainda na primeira gestão do presidente Lula, o Ministério dos Transportes, na gestão de Alfredo Nascimento, aprovou a liberação de verbas para a construção de um novo porto para a cidade de Tefé, de 72 mil habitantes, que fica no lago Tefé, próximo ao rio Solimões onde se pretende colocar a obra. Porém, o porto está para ser construído nos limites da área indígena da Barreira da Missão, a apenas 200 metros da primeira de suas 4 aldeias. A população não tinha sido consultada. Temendo-se o impacto e ameaças como alcoolismo, drogas, prostituição, invasão das terras e degradação do meio ambiente, a Associação Cultural dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (ACPIMSA), a União das Nações Indígenas de Tefé (UNI-Tefé), FUNAI, UEA, IBAMA, IDAM e Marinha procuraram debater com a população e buscar esclarecimentos.

Em 2006 a ACPIMSA, UNI-TEFÉ e FUNAI organizaram um movimento para embargar a construção da estrada de acesso ao porto através de um abaixo-assinado, que chegou nas mãos do governador do estado. Este acabou conseguindo um acordo com as lideranças das aldeias, se comprometendo a melhorar o desenvolvimento social, incluir as comunidades no programa luz para todos do Governo Federal, pavimentar as ruas, e ajudar no escoamento da produção. Apesar das promessas, muitos indígenas e entidades defendem ainda que todos permaneçam atentos aos riscos da situação.

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Novo vídeo do CMI-Tefé:
http://www.youtube.com/watch?v=ox7QF08y2pk

Vídeo gravado no dia 11 de agosto, quando aconteceu a apresentação do CMI-Tefé, Rádio Xibé e dos projetos "Mídia e Cidadania", "Olhares de Tefé" (Universidade do Estado do Amazonas - UEA) e "Nova Cartografia Social da Amazônia" (coordenado por Alfredo Wagner da Universidade Federal do Amazonas, e realizada em Tefé pela UEA), todos eles voltados ao fortalecimento da voz, da cultura e do conhecimento popular, na Barreira da Missão, área indígena de Tefé. Após as apresentações e debates, os indígenas aprovaram as parcerias, que agora serão submetidas à aprovação da FUNAI.

A aproximação entre universidade, CMI-Tefé e aldeias começou no ano passado, quando lideranças indígenas foram convidadas a participar da Jornada de Seminários A Flor da Palavra em Tefé . Depois disso, a universidade foi convidada a levar projetos para as aldeias, acompanhada do CMI-Tefé que é parceiro do "Mídia e Cidadania".

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