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Um abraço para a ABRACO

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias realizou seu V Congresso Nacional em Brasília, há 5 meses. Como resultado disputas, conchaves e pouca clareza sobre denúncias contra a entidade que sofre a ingerência do partido político que governa o país. Nada se encaminhou sobre as rádios comunitárias, será a ABRACO só uma sigla?

O V Congresso Nacional da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias – ABRACO aponta mais desafios para as emissoras comunitárias. O evento foi marcado pela desorganização, conchaves políticos, confusão na dinâmica e total ausência de propostas que efetivamente, encaminhassem as questões pertinentes ao movimento.

Já na abertura as pessoas que desde a fundação da entidade em 96 permanecem como representantes políticos (mesmo sem participar de nenhuma emissora, mas apenas de um partido político ou sindicato, com raríssimas excessões) discursavam sobre outros movimentos sociais, mesmo sem ter convidado pessoas destes movimentos e inclusive impedindo a participação dos integrantes destes que por ventura tentassem conferir o “Congresso”.

A luta do Movimento dos Sem-terra foi citada constantemente, como Movimento Popular a servir de exemplo para as rádios comunitárias, mas aos ouvidos mais atentos pareceu pura apropriação de causa. Pois há diferenças significativas entre ambos. Uma delas é latente: o Partido dos Trabalhadores (PT), não interfere nas ações do Movimento dos Sem-Terra, como interfere no processo do Movimento da Rádiodifusão Comunitária.

Se considerarmos o número de participantes no Congresso, uma minoria efetivamente faz rádio e foi esta minoria que mostrava a todo instante seu descontentamento com o circo armado e a apropriação da luta destas pessoas. Sem nenhum espaço para discussão, formação e ludicidade, o congresso apenas elegeu a nova diretoria.

Não foram apuradas as denúncias contra a entidade e nem sequer comentada a auditoria que o Ministério da Saúde pediu nas contas da entidade, por falta de prestação de contas de parcerias entre o Ministério e Abraço, sem falar em outras tantas denúncias.

Apenas dois participantes votaram contra a eleição da nova diretoria. Eles fazem parte de uma rádio comunitária de Belo Horizonte, vieram ao congresso sem a menor intenção de abarganhar um cargo na ABRACO, diferente da maioria dos participantes. Ao serem questionados do motivo pelo qual votaram contra, afirmaram que devido ao fato das mesmas pessoas que são vítimas de acusações éticas e morais permanecerem na chapa, preferiram se opor.

Um pequeno grupo votou nulo na eleição da diretoria, por não concordar com o processo e com a falta de esclarecimentos sobre as denúncias. Este grupo achou importante participar do congresso, pois acreditam que as pessoas que fazem rádios têm que atuar e mostrar para estas pessoas do partido e dos sindicatos que tem gente percebendo estas atitudes pouco éticas. E além disso, achou fundamental a oportunidade de conhecer as rádios e trocar expriências.

Entre muitos participantes o questionamento no término do evento era: será que as rádios comunitárias precisam de uma entidade que as represente ? Caso a afirmação seja positiva, qual seria esta entidade ? Não seria a ABRACO apenas uma sigla, usada oportunamente pela diretoria para se manter em cargos do poder público?

Fica o medo desta nova diretoria reprisar as ações das anteriores, visto que permanecem metade daqueles que não cumpriram com as responsabilidades em suas gestões. E a esperança foi vencida também, na radiodifusào comunitária !

Saudações Libertárias !

Comments

Ótima contribuição

Col. Sabotagem 27/08/2003 14:19
sabotagemrs@bol.com.br
http://www.sabotagem.net

Ótima contribuição...
O movimento das rádios comunitárias tem de ficar atento a essa canalha partidária que gosta de manipular movimentos sociais...