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Gestão e Programação de rádios livres e comunitárias

Abaixo transcrevo mensagem enviada por Gustavo Gindre, na lista radiolivre@freelists.org. Iniciamos aqui uma discussão sobre diferents concepções de como gerir uma rádio e como definir (produzir) sua programação.

a mensagem:

Na verdade, estas duas coisas materializam o projeto da rádio. Pra que
ela existe?

Gestão significa desde como ela se sustenta (anúncios locais, sócios,
contribuição da comunidade?), passando por como ela organiza o trabalho
interno (mesmo que seja voluntário, suponho que precise de organização)
até a forma de governança (conselho eleito, representantes por
programa?).

Programação é a chave da coisa. A emissora é feita a partir simplesmente
da demanda de quem quer fazer rádio (uma espécie de laboratório) ou ela
estabelece algum tipo de negociação com o ouvinte (seus gostos, suas
demandas)? Neste caso, quem é o ouvinte dessa rádio? Existe algum tipo
de dialogicidade ou o suposto ouvinte é passivo? Como se estrutura a
grade da programação? Uma emissora sem grade definida vira um filme de
suspense, você nunca sabe o que virá a seguir. E isso não cria hábito, o
que significa que não cria ouvinte.

Por outro lado, também não vi, na programação, nenhum tipo de interação
com o mundo exterior às rádios livres. Como estas rádios interagem com
os movimentos sociais que se organizam pelo Brasil? O movimento de
rádios livres pretende ter algum diálogo com os sem terra, os sem teto,
os índios, os homossexuais, os negros, as mulheres, os estudantes, os
trabalhadores, os ambientalistas? Esse diálogo vai aparecer na
programação e na gestão?

As rádios pretendem discutir a atual conjuntura dos meios de
comunicação? Coisas como a governança da Internet (para quem faz
streaming), a gestão do espectro, a digitalização...

Para que serve chegar em Belo Horizonte e colocar um (ou um monte de)
transmissor(es) funcionando por determinado tempo? Alguém, além das
pessoas que estão fazendo a programação, vai escutar?

As vezes eu fico com a sensação de que tudo se resume a colocar uma
programação no ar (ou na rede). Por isso, as oficinas são todas para
aprender a como fazer esta programação (transmissão, software, edição,
locução, stream).

Para quem se faz rádio, para que serve o rádio, se ele alcança ou não os
seus objetivos são questionamentos que não aparecem nem nas mensagens
desta lista nem na programação do encontro. Eu não vejo o outro, o
ouvinte, a sociedade, o mundo, no movimento de rádios livres. Eu vejo a
rádio e pronto.

Por isso que eu falei que parece hobby.