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A digitalização desconstrói boa parte da argumentação técnica que justificava o controle centralizado da difusão da informação para a massa passiva e acanhada de espectadores da sociedade do espetáculo.

O espectro agora pode abrigar muito mais canais emissores. A Internet já abriga n blogs, fotologs e sites colaborativos, de publicação aberta. A idéia de um poder, um terceiro poder, para equilibrar o funcionamento da sociedade se traduziu na colonização da inteligência, na padronização dos valores do sudeste para o país inteiro, num projeto (muito bem sucedido!) de integração e criação da sociedade de consumo por parte do militares.

A esfera pública era, até então, espaço de convergência das opiniões descentralizadas, dos debates nas praças, igrejas, campos e futebol... a função dos jornais era canalizar esses debates, sendo todos mediados pelo jornalista! ... acreditava-se no mito da imparcialidade (ou do enfrentamento das parcialidades) como método para solução das controvérsias... enfim, ancorado num pseudo-profissionalismo, imparcial, aparentemente técnico, profundamente compromentido com a dominação do kapital e da sociedade do trabalho, preocupado com a qualidade do CONTEÙDO, em detrimento do debate sobre essa estrutura centralizada e manipuladora, esse sistema está implodindo dentro das próprias contradições do kapitalismo: como vender cada vez mais câmeras, microfones, gravadores, computadores, conexão de internet e fazer com que as pessoas continuem a assistir passivamente à programação televisiva? A quem interessa discutir ética na tv? A questão é, que estrutura de televisão queremos! Quantos canais teremos para emitir nossos conteúdos? Como atender à necessidade de pluralidade dentro dos limites técnicos de emissão e recepção?

A discussão sobre conteúdo é FALSA e sem sentido. O que está em questão é a nova estrutura de comunicação * todos para todos * que questiona inclusive o paradigma hobbesiano do estado-juiz: se podemos decidir e debater, em rede, o que é justo ou não, e isso não é legislar em benefício próprio, (que é o projeto de poder de qualquer partido que vença as eleições, vide pt...) qual a função do estado, antes responsável pela criação e manutenção da ordem e da lei?

Ok, calma. O debate é muito mais complexo. Questionar o estado não é assim tão trivial, até porque um liberal é antes de tudo um indivíduo contra o cerceamento da liberdade que o estado lhe impõe. E nem por isso podemos concordar com a genialidade de quem patenteia remédios, softwares ou qualquer conhecimento, se atribuindo um mérito que não é só seu. Esses cidadãos não tiraram do nada suas idéias, são eles, sim, sementes germinadas em solo fértil e tudo que produzirem é fruto da sociedade, da mãe Terra, e devem, por isso, solidariedade ao futuro da humanidade. E até certo ponto, é o estado, ou conjunto deles que, com suas mãos de ferro que têm de garantir isso.

Estamos vivendo uma tranformação sem precedentes na humanidade. E isso não é uma frase de efeito. Os efeitos dessa transformação são tão enormes que os detentores dos privilégios, do controle, dos meios de produção, material e simbólica se vêem ameaçados pelo inevitável avanço do pleno direito de todos, à vida, à liberdade, à felicidade criativa! e não podem, a não ser através de mecanismos falidos do próprio controle, se posicionarem contra isso. Ninguém pode, em sã consciência, ser contra o sw livre, a não ser o monopólio. Ninguém pode ser contra a flexibilização da propriedade intelectual, a não ser os que vivem do dinheiro que o sucesso dos pais lhe oferece.

A comunicação não é instrumento de criação da esfera pública, ela É a própria esfera pública! (BIFO) O que está em curso é a reapropriação do que é público, a retomada da criação e defesa do interesse geral através do debate direto e interessado, sem a mediação do jornalista. É a criação de músicas, vídeos, e distribuição dos mesmos sem a mediação das gravadoras, do jabá, ou da publicidade. Toda propaganda é um abuso!!

Por isso, delete-me!