Briga histórica para a definição do padrão de Rádio Digital Brasileiro

De forma surpreendente, a discussão sobre o padrão de Rádio Digital Brasileiro, que foi propositalmente esquecida pela grande mídia (sempre enviesada no sentido de garantir benefícios próprios, apoiadores do HD Radio), esquentou muito nas últimas semanas, graças a ativistas pró DRM (Digital Radio Mondiale) que de forma relativamente isolada começaram um grande movimento para a escolha de um padrão decente para o rádio brasileiro.

A situação ganhou um carater de disputa direta quando o CEO da Ibiquity, Robert Struble, lançou uma "Carta aberta aos nossos amigos brasileiros", que foi respondida por Michel Penneroux, também do alto escalão do consórcio DRM, que por sua vez foi respondida por John Schneider, mais um do alto escalão da Ibiquity. A Thomson, empresa integrante do consórcio DRM também tomou partido nesses últimos dias.

Os textos da disputa podem ser lidos aqui:

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/02/464394.shtml

O fato é que tecnicamente não há discussão - os testes no Brasil vem mostrando que o DRM é superior ao HD Radio, apresentando maior e melhor área de cobertura.

O DRM usa padrões abertos e mundialmente aceitos (como codecs do padrão MPEG-4 para o áudio, diferentemente do codec do HD Radio, proprietário e fechado, sem qualquer tipo de implementação em software livre), além de utilizar menos banda espectral para cada emissora, fato muito importante para garantir que se amplie o número de rádios possíveis, além de funcionar na faixa de ondas curtas (o HD Radio não funciona), característica que vai permitir o aumento do número de rádios possíveis, além da possibilidade de rádios com alcance global e continental.

A opção de ambos os padrões serem permitidos é ridícula, criará uma segregação nos receptores sem sentido, um receptor para um padrão não poderá sintonizar rádios transmitindo no outro padrão, além de introduzir receptores bem mais caros, que suportem ambos os padrões.