Textos e Análises

Análises ou sínteses.

Na segunda-feira (26/09), o Brasil iniciou os testes para entrar na era do rádio digital. Entenda como esta novidade transformará o rádio em um aparelho multimídia.O que é rádio Digital? A tecnologia de rádio digital permite a compressão dos sinais de voz, abrindo o canal de rádio para a transmissão de dados como textos e imagens. (Veja o gráfico)Quem possui o aparelho de rádio digital pode ouvir rádio AM sem interferências, e FM com som de CD.De imediato, os testes de rádio digital melhoram a qualidade na transmissão de rádio via internet.MultimídiaAlém da qualidade de som, o rádio digital permite a transmissão de textos exibidos em um visor do aparelho, além de imagens em baixa resolução e velocidade.

Uma informação publicada hoje no Tela Viva News diz que o governo não definirá um padrão único de rádio digital e que a opção tecnológica poderá ser feita individualmente pelas emissoras. Essa afirmação oficial confirma minhas previsões de que o mercado escolheria o padrão. Se por um lado o IBOC não amplia um suposto aumento de emissoras no dial, por outro, este mesmo sistema pode beneficiar as emissoras comunitárias que poderiam utilizar a faixa analógica depois de 100% de migração das emissoras oficiais. Se isso acontecer, as capitais seriam primeiras a serem beneficiadas até mesmo porque presume-se que devem migrar mais rapidamente que regiões menos providas de recursos.

Enquanto isso... ninguém dos movimentos populares participa da discussão da definição de modelo para o rádio digital. Oficialmente nada foi definido, mas semana que vem começam os testes com o padrão IBOC, padrão este que assegura nenhuma alteração na concentração de mídia no país. Temos padrões mais interessantes como o DRM, que permite o aumento expressivo de emissoras no dial, o que representaria para as rádios comunitárias um avanço porque acabaria teoricamente com o problema de falta de canal. Na verdade, sabe o que vai acontecer ? Anota aí: os testes vão começar no padrão que interessa pros radiodifusores comerciais (IBOC) e depois através do laudos que serão apresentados sobre os resultados dos testes vão convencer o governo "documentalmente" e firmar esse modelo como definitivo. E a nossa briga vai continuar por mais 20 anos...

Monografia da Marília sobre a experiência da rádio indígena Awaete Mbareta (Dourados - Mato Grosso do Sul). É a mesma rádio que este texto mais antigo se refere.

Estou querendo construir uma radio online, sei que existe um documento aqui informando como fazer, surgiu uma duvida.

O computador que ficará ligado a mesa de som deverá está ligado a internet com um link direto para um provedor de streeaming ??

Qual o tamanho da banda que é necessario para uma faixa de 100 usuarios simultâneos.

Obrigado,

Claudio Santos

Em Fevereiro de 2005, às 19 horas, entrava no ar a 103,5 FM, uma rádio livre que veio para fazer um serviço totalmente comunitário.

O texto a seguir é de autoria de Rafael Alves, rapaz de 25 anos, primeiro a criar um site voltado para a região do sudoeste goiano. Aqui ele descreve sua experiência com a política das rádios-livres e as também chamadas rádios-comunitárias, uma experiência que esteve por poucos meses no ar. Nele, Rafael encanta-se com o rito de fundação de uma comunidade livre, voltada especialmente para a difusão da música de qualidade, sem as peias que amarram o espaço radiofônico nas mãos dos poderosos que loteiam o espaço da comunicação.

Entrou em vigor no dia 24 de junho, em São Paulo capital, a lei municipal que regulamenta os Serviços de Radiodifusão Comunitária. O prefeito José Serra sancionou a Lei nº 14.013, que dá direito às rádios comunitárias de operarem legalmente, mesmo sem concessão federal - o que, segundo pesquisas, só se obtém com padrinhos políticos [ver remissão abaixo]. A nova lei é fruto do Projeto de Lei 145/2001, dos vereadores Carlos Neder (PT), atualmente deputado estadual, e de Ricardo Montoro (PSDB), com ajuda do juiz federal aposentado Paulo Fernando Silveira, especialista no tema.

Texto por Chico Lobo (autorizado repassar a quem quer que seja)

Os donos das grandes emissoras comerciais dizem através de milionárias campanhas na grande imprensa que as Rádios Comunitárias (as quais eles chamam indevidamente de "piratas") estariam "interferindo" nos sistemas de comunicação e navegação das aeronaves, bem como nos rádios de ambulâncias (se é que elas ainda usam rádio depois do advento do Celular)

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